CONTROLE DE PULGAS
 

O controle das pulgas não é simples e uma nova infestação pode surgir pouco tempo depois do tratamento efetuado, causando constantes reclamações dos clientes.
Por isso é necessário levar em consideração que:

As principais pulgas envolvidas nas infestações urbanas são a pulga do gato (Ctenocephalides felix) e a pulga do cão (Ctenocephalides canis). Pode haver ainda uma terceira espécie envolvida (Pulex irritans), mas é mais raro. Portanto, em quase todos os casos de infestação por pulgas, há um cão ou um gato que serve de hospedeiro. O grande problema ocorre quando o animal é removido da casa por alguma razão. As pulgas remanescentes ficam subitamente sem alimento disponível (o sangue do hospedeiro) e, premidas pela fome, tentam sugar as pessoas.

As pulgas são insetos de metamorfose completa. Ou seja, durante seu ciclo de vida apresentam as quatro formas clássicas: ovo-larva-pupa e adulto. Nas formas de ovo e, principalmente, de pupa, a pulga está protegida das agressões ambientais e isso inclui eventuais inseticidas que tenham sido aplicados no ambiente, que eliminarão somente as pulgas adultas e suas larvas. Dentro do casulo, a pupa (pré-adulto) fica confortavelmente protegida e aguarda o melhor momento para eclodir, liberando a pulga adulta, já faminta e pronta para efetuar uma primeira refeição (o sangue de seu hospedeiro natural, de preferência).

Através de suas organelas quimiorreceptoras, a pulga, de dentro de seu casulo pupal, consegue "analisar" a composição química do ambiente externo, verificando qual o melhor momento para eclodir. Pode igualmente detectar a presença de inseticidas no ambiente, adiando assim sua saída. Pode ali permanecer por vários meses sem se alimentar (às vezes quase um ano, de acordo com a literatura). Como os inseticidas domissanitários comuns de efeito residual têm um efeito limitado de apenas alguns meses (até dois ou três, no máximo), as pulgas podem esperar passar o efeito dos inseticidas aplicados e só depois saírem do interior de seus casulos, razão principal do "insucesso" do tratamento que foi aplicado pelo profissional controlador de pragas e das reclamações de seus clientes.

Tendo isso em mente, podemos entender a forma mais completa e moderna do controle de pulgas em qualquer tipo de ambiente: o uso de inseticida microencapsulado, com efeito residual superior a quatro meses com um único tratamento. Por ser uma formulação microencapsulada esconde da pulga a presença de seu princípio ativo. A pulga sai de seu casulo protetor e se expõe ao produto. As microcápsulas aderem ao corpo da pulga e passam a injetar-lhe as moléculas do ingrediente ativo. A pulga morre em alguns dias, sem ter tempo para acasalar-se e iniciar uma nova geração.

O controle de pulgas é um processo que deve levar em consideração três etapas:

a) limpeza: antes da aplicação dos produtos químicos deve-se fazer uma limpeza completa do local. Passar o aspirador em baixo dos móveis, frestas, e ao longo das paredes.

Jogar fora e/ou queimar a poeira retirada do aspirador. Lavar toda a área a ser tratada.
b) aplicação do inseticida: Este deve ser feito com produto apropriado, levando em consideração todas as normas de segurança estabelecidas pelos fabricantes. Durante a aplicação não deve haver circulação de pessoas e de animais domésticos.

c) Se necessário, reaplicação do inseticida: Esta fase deve ser realizada porque as pulgas têm um ciclo de vida com 4 fases: ovo, larva, pupa e adulto e o inseticida somente será efetivo com as larva e com os adultos.

Os inseticidas normalmente usados têm efeito residual superior ao período de reprodução das pulgas, por isso há uma expectativa de extermínio do problema após três semanas. Porém, nos locais que são lavados com freqüência deverá haver uma reaplicação do inseticida, para matar os insetos que estão eclodindo em locais onde o produto químico foi removido.