As pragas urbanas (baratas, formigas, cupins, brocas de madeira, traças, pernilongos, ratos, pombos) provocam, além de danos materiais, como é o caso dos cupins, cujo prejuízo nos Estados Unidos é superior a US$ 1,5 bilhões, diversas doenças como conjuntivite, gastroenterite, infecções urinárias, toxinfecções urinárias, alergias, pneumonias, leptospirose, peste (bulbônica, pneumônica, septicêmica), tifo murino, febre da mordida do rato, triquinose, salmoneloses, denque, malária, febre amarela, etc..
Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde, 20% dos alimentos produzidos no mundo são destruídos por ratos, estimando-se que cada rato é responsável por uma perda total de US$ 10,00 por ano. Está provado que um rato consome em alimentos por dia 10% do seu peso, além de estragar e deixar impróprios para consumo 10 vezes mais do que esta quantia.
Todos estes prejuízos que as pragas urbanas causam são decorrência das condições favoráveis de abrigo e alimentação oferecidas pelo homem e que propiciam uma reprodução descontrolada destas pragas.
O uso indiscriminado de praguicidas por empresas não especializadas e sem o conhecimento técnico específico levam a falhas nas técnicas de aplicação, ao uso de equipamentos inadequados ou a falta de seleção criteriosa de princípios ativos que podem levar a reduções aparentes de focos, que ressurgem após períodos de descontinuidade dos cuidados iniciais.
Nos últimos anos ocorreram mudanças nos conceitos de controle de pragas urbanas e passou-se a levar em consideração, além da biologia e hábitos das pragas, os requisitos de qualidade, de saúde, de segurança e de proteção do meio ambiente. Esta técnica permite, com o passar do tempo, maior eficácia no controle das pragas urbanas usando um mínimo de produtos químicos.
Como se pode perceber, o controle de pragas urbanas não dever ser executado por leigos como porteiros, zeladores, encanadores, eletricistas, ou empresas não especializadas visto que estes podem causar danos irreparáveis à saúde e ao meio ambiente.